Conforme Tiago Oliva Schietti, o crescimento das cidades e a pressão constante sobre o uso do solo têm provocado reflexões importantes sobre como diferentes atividades se integram ao espaço urbano. Nesse contexto, a cremação surge como um tema cada vez mais presente no debate sobre planejamento urbano, sustentabilidade e gestão responsável dos serviços funerários. A relação entre cremação, espaço urbano e sustentabilidade vai além de uma escolha individual e passa a envolver decisões coletivas, ambientais e sociais.
O desafio do espaço urbano nas grandes cidades
As grandes cidades enfrentam limitações cada vez mais evidentes em relação à disponibilidade de espaço, como aponta Tiago Oliva Schietti. A expansão urbana, o aumento populacional e a necessidade de áreas destinadas à habitação, mobilidade e serviços públicos colocam pressão sobre o uso do solo. Nesse cenário, os cemitérios tradicionais, que demandam grandes extensões territoriais, passam a ser objeto de debate no planejamento urbano.
Além da ocupação física, a manutenção desses espaços ao longo do tempo gera custos ambientais e operacionais. A impermeabilização do solo, o consumo de recursos naturais e o risco de contaminação ambiental exigem soluções mais integradas ao contexto urbano. É nesse ponto que a cremação passa a ser considerada uma alternativa compatível com cidades mais compactas e sustentáveis.
Cremação como alternativa ao uso extensivo do solo
De acordo com Tiago Oliva Schietti, a cremação reduz significativamente a necessidade de grandes áreas destinadas ao sepultamento. Ao substituir a ocupação permanente do solo por um processo que demanda infraestrutura mais concentrada, ela contribui para uma gestão urbana mais eficiente. Em cidades com alta densidade populacional, essa característica se torna especialmente relevante.
Além disso, a cremação possibilita diferentes formas de destinação das cinzas, como memoriais compactos, columbários verticais ou espaços simbólicos integrados ao ambiente urbano. Essas soluções ampliam as possibilidades de planejamento e permitem que a memória e o respeito coexistam com a racionalização do espaço.
Sustentabilidade e o papel da cremação no contexto urbano
A sustentabilidade é um dos principais eixos da discussão sobre a relação entre cremação e espaço urbano, como avalia Tiago Oliva Schietti. Do ponto de vista ambiental, a redução da ocupação do solo e a menor interferência direta no ambiente natural são aspectos frequentemente associados à cremação. No entanto, essa prática também exige cuidados específicos relacionados ao consumo energético e às emissões atmosféricas.

Com o avanço tecnológico, crematórios modernos têm investido em sistemas de controle ambiental, filtragem de gases e otimização do uso de energia. Esses avanços tornam a cremação mais compatível com políticas de sustentabilidade urbana, desde que inserida em um modelo de gestão responsável e regulado.
Como o planejamento urbano influencia os serviços de cremação?
No entendimento de Tiago Oliva Schietti, o planejamento urbano exerce influência direta sobre a localização, a operação e a aceitação social dos crematórios. A definição de zonas adequadas, o cumprimento de normas ambientais e o diálogo com a comunidade são fatores determinantes para a integração desses equipamentos à cidade. Quando bem planejados, os crematórios podem operar de forma harmônica com o entorno urbano.
Principais pontos de convergência entre cremação e sustentabilidade urbana
A relação entre cremação, espaço urbano e sustentabilidade se manifesta em diferentes dimensões. Quando analisada de forma integrada, essa prática pode contribuir para cidades mais equilibradas e ambientalmente responsáveis.
Entre os principais pontos de convergência, destacam-se:
- Redução da ocupação permanente do solo urbano;
- Possibilidade de soluções memoriais compactas e verticais;
- Menor impacto direto sobre o lençol freático;
- Integração com políticas de planejamento urbano;
- Estímulo à modernização e ao controle ambiental.
Esses aspectos reforçam o potencial da cremação como parte de uma estratégia urbana mais sustentável, desde que acompanhada de regulação e tecnologia adequadas.
O papel da tecnologia na compatibilização entre cremação e meio ambiente
Para Tiago Oliva Schietti, a tecnologia desempenha papel central na compatibilização entre cremação e sustentabilidade urbana. Sistemas modernos de controle de emissões, monitoramento em tempo real e automação de processos reduzem impactos ambientais e aumentam a segurança das operações. Esses recursos são essenciais para que os crematórios atendam às exigências ambientais das cidades.
Além disso, a inovação tecnológica permite que os serviços de cremação evoluam de forma alinhada às políticas públicas ambientais e urbanas. A incorporação dessas soluções demonstra o compromisso do setor funerário com práticas mais responsáveis e integradas ao desenvolvimento urbano sustentável.
Um olhar para o futuro das cidades e dos serviços funerários
Portanto, a relação entre cremação, espaço urbano e sustentabilidade tende a se fortalecer nos próximos anos. À medida que as cidades buscam soluções mais eficientes e conscientes para seus desafios estruturais, os serviços funerários também precisam se adaptar a essa realidade. A cremação, quando bem planejada, pode fazer parte dessa adaptação.
Autor: Nikolai Vasiliev

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