Redução de perdas em sistemas de abastecimento: Desafios e soluções

Nikolai Vasiliev
Diego Borges analisa os principais desafios da redução de perdas em sistemas de abastecimento e apresenta soluções técnicas para aumentar eficiência e sustentabilidade.

Diego Borges, profissional na área, apresenta que a redução de perdas em sistemas de abastecimento de água é uma das maiores prioridades da engenharia contemporânea, especialmente em países que enfrentam crescimento populacional, restrições hídricas e necessidade de sustentabilidade operacional. As perdas ao longo do ciclo de captação, tratamento e distribuição comprometem recursos naturais, aumentam custos, afetam a confiança do usuário e limitam a capacidade de expansão das redes públicas e privadas de abastecimento.

As perdas de água podem ser classificadas em físicas, relacionadas ao vazamento e deterioração da infraestrutura, ou comerciais, associadas a falhas de medição, gestão e regularização de ligações. Ambas geram impacto financeiro e ambiental, representando desperdício de energia, tratamento químico, recursos humanos e investimentos. Reduzir perdas significa otimizar o sistema, ampliar segurança hídrica e garantir eficiência de operação.

No artigo a seguir, venha compreender quais os pontos principais a serem observados nas perdas em sistemas de abastecimento. Confira tudo agora!

Os principais desafios da redução de perdas

O primeiro obstáculo enfrentado é a antiguidade das redes de distribuição. Muitas cidades possuem tubulações antigas, deterioradas ou instaladas sem planejamento para o crescimento urbano atual. Materiais inadequados, postergação de manutenção e ausência de modernização aumentam riscos de rompimento e vazamentos invisíveis.

Outro desafio é a submedição ou ausência de medição em determinados pontos da rede, isso porque, sem dados confiáveis, o diagnóstico preciso torna-se inviável. Tal como elucida Diego Borges, monitorar o sistema é pré-requisito para a tomada de decisão técnica. Sem métricas, a gestão se baseia em estimativas que pouco contribuem para a redução eficaz das perdas.

A urbanização desordenada também interfere no desempenho. Redes improvisadas, ligações clandestinas, sobrecargas não previstas e interferências estruturais comprometem a eficiência da distribuição. Em grandes centros urbanos, obras de infraestrutura paralelas podem danificar redes existentes e gerar vazamentos que permanecem ocultos por longos períodos.

Além disso, as próprias condições geográficas e climáticas influenciam o desempenho dos sistemas, isso porque, como informa o profissional da área, Diego Borges, solos instáveis, áreas de enchentes e regiões sujeitas a variação térmica exigem materiais e projetos compatíveis com a realidade local.

O papel da gestão e da tecnologia na redução de perdas

A redução de perdas não se limita à engenharia física, é também resultado de gestão eficiente. Monitorar consumo, registrar ocorrências, inspecionar regularmente e digitalizar informações sobre a rede são passos estratégicos para acompanhar desempenho e garantir resposta rápida.

As tecnologias aplicadas ao saneamento se desenvolveram significativamente nas últimas décadas. Sistemas de telemetria, sensores, válvulas automáticas e softwares de gestão permitem detectar vazamentos, analisar variações de pressão e mapear comportamentos anômalos. A automação integrada oferece respostas mais precisas e rápidas em comparação aos modelos tradicionais de inspeção manual.

Em um cenário de escassez e custos crescentes, Diego Borges destaca como a redução de perdas em sistemas de abastecimento se tornou estratégica para a gestão moderna.
Em um cenário de escassez e custos crescentes, Diego Borges destaca como a redução de perdas em sistemas de abastecimento se tornou estratégica para a gestão moderna.

Segundo Diego Borges, a digitalização dos sistemas de abastecimento possibilita avaliar cenários, simular intervenções e priorizar investimentos. A engenharia baseada em dados melhora o direcionamento dos recursos, evitando obras desnecessárias e identificando trechos críticos de forma precisa.

A modernização das redes, com substituição gradativa de materiais e segmentação de circuitos, facilita o controle operacional. Zonas de medição e de pressão permitem identificar pontos de perda e direcionar equipes com maior eficiência.

Soluções estruturais e operacionais

A redução de perdas depende de uma combinação de ações estruturais e operacionais. A atualização de materiais e projetos, quando associada a planejamento urbano e manutenção periódica, diminui a vulnerabilidade do sistema. O controle de pressão, o uso de válvulas inteligentes e o gerenciamento de redes setorizadas trazem resultados consistentes ao longo do tempo.

Da mesma forma, o combate a perdas comerciais exige regularização de ligações, calibração de medidores, controle de fraudes e melhoria dos sistemas de faturamento. A regularização traz segurança jurídica, previsibilidade de receita e maior confiabilidade. A comunicação com o usuário é outro vetor estratégico. Informações sobre consumo, detecção de vazamentos internos e conscientização do uso contribuem para redução de desperdícios e apoio social às intervenções necessárias.

Diego Borges destaca que a integração entre equipes de engenharia, gestão financeira e atendimento ao usuário fortalece o ciclo de eficiência, permitindo que o sistema funcione de forma equilibrada, economicamente viável e tecnicamente sustentável.

Investindo para a transformação

A redução de perdas em sistemas de abastecimento é uma necessidade estrutural para cidades que desejam garantir segurança hídrica, sustentabilidade financeira e qualidade de serviço. A combinação entre modernização, tecnologia e gestão integrada oferece caminhos viáveis para enfrentar desafios complexos, desde infraestrutura antiga até irregularidades comerciais.

Investimentos direcionados, planejamento urbano e digitalização são componentes essenciais de um sistema de abastecimento moderno, conforme considera Diego Borges. A engenharia tem papel decisivo ao propor soluções técnicas e monitorar o desempenho, enquanto a gestão torna viáveis as operações e dá continuidade aos avanços.

Autor: Nikolai Vasiliev

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